Entenda por que o preço dos metais está em baixa
As cotações de algumas commodities metálicas, como níquel e alumínio, já se aproximam dos custos de produção
Natalia Gómez - AE Empresas e Setores
A forte queda nos preços dos metais negociados no mercado internacional, inicialmente atribuída à redução das operações de crédito no mundo e à crise financeira, é agravada pela perspectiva de demanda mais fraca depois que a zona do euro, Reino Unido e o Japão entraram oficialmente em recessão. Com esse novo cenário, o recuo de preços é tão intenso que, em alguns casos - como zinco, alumínio e nível -, as cotações se aproximam dos custos de produção. Desde julho, os preços do cobre caíram de US$ 8,5 mil por tonelada para cerca de US$ 3,6 mil. O níquel, cotado a US$ 22 mil por tonelada em julho, é negociado por US$ 10,7 mil a tonelada.
Apesar de não serem cotados em bolsa, o minério de ferro e o aço também são afetados, indicando perspectiva negativa para empresas mineradoras e siderúrgicas. O preço do aço, que se aproximou de US$ 1,5 mil por tonelada este ano, despencou abaixo de US$ 700, tomando como referência as bobinas a quente. O cenário é tão crítico que, no caso do minério, a Vale precisou abrir mão de um reajuste adicional de 12% que havia sido negociado com a Ásia neste ano.
China
A maior pressão de demanda sobre o setor vem da China, que até recentemente era o principal responsável pelo avanço dos preços. Em outubro, as exportações líquidas de aço do país caíram 36% em relação ao mês anterior, somando 3,6 milhões de toneladas. As exportações brutas recuaram 31% no período, enquanto as importações encolheram 9%, sinal de que tanto a demanda interna quanto a externa estão em retração. As importações de minério de ferro na China também foram reduzidas em 22% no mês, para 30,6 milhões de toneladas, segundo relatório divulgado pelo banco UBS Pactual.
O pacote de incentivo anunciado pelo governo local no início de novembro, de US$ 586 bilhões, trouxe alívio apenas momentâneo, pois ainda existem incertezas sobre qual será o vigor do crescimento chinês no futuro. Os produtos mais beneficiados com as medidas, focadas em construção e infra-estrutura, devem ser o de aço e os metais básicos, como o cobre. Outros itens, como o níquel, podem sentir menor efeito do pacote porque estão mais relacionados a produtos finais, como aço inoxidável utilizado na fabricação de eletrodomésticos ou automóveis.
Segundo o Standard Bank, especializado na área de metais, a estagnação pode persistir no setor apesar das medidas chinesas de estímulo, especialmente se o dólar continuar a se valorizar e se os estoques seguirem crescendo. Para proteger a rentabilidade, as mineradoras já começaram a anunciar cortes de produção.
Vale
A brasileira Vale informou que pretende reduzir sua produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas, o que equivale a um corte de 9,2% no total de 325 milhões de toneladas inicialmente previstas para 2008. Com relação ao níquel, a Vale decidiu deixar de utilizar energia de geração termelétrica na operação na Indonésia, o que levará a um corte na produção do metal da ordem de 20%, representando 17 mil toneladas. Outras empresas, como a Xstrata e a Rio Tinto, anunciaram que seguirão a mesma estratégia da Vale.
Neste momento, a única boa notícia para as empresas do setor é a valorização do dólar, uma vez que seus custos são denominados em moedas mais fracas e suas receitas justamente em dólar. A prudência adotada pelas mineradoras pode ser uma das chaves para superar a derrocada dos preços, a depender da extensão que a crise pode atingir sobre a economia real nos próximos meses.
Essa reportagem foi originalmente publicada no AE Empresas e Setores, serviço de informações e análises sobre o setor corporativo da Agência Estado.
Publicado em: 21 de novembro de 2008, 03h00Alterado em: 21 de novembro de 2008, 03h00
domingo, 23 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
O problema de um é problema de todos
O problema de um é problema de todos
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: "Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!". A galinha disse: "Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda." O rato foi até o porco e disse: "Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!". E o porco : desculpem-me Sr. Rato,, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas orações." O rato dirigiu-se à vaca e ela lhe disse: "O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!". Então o rato voltou para casa abatido para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda e uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimenta alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo. Moral da história: Da próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que esse problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: "Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!". A galinha disse: "Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda." O rato foi até o porco e disse: "Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!". E o porco : desculpem-me Sr. Rato,, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas orações." O rato dirigiu-se à vaca e ela lhe disse: "O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!". Então o rato voltou para casa abatido para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda e uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimenta alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo. Moral da história: Da próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que esse problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.
sábado, 8 de novembro de 2008
A vida como ela é: 10 verdades sobre o mundo corporativo que ninguém fala

A vida como ela é: 10 verdades sobre o mundo corporativo que ninguém fala
SÃO PAULO - O mercado de trabalho não é perfeito. Ele não é formado por pessoas boazinhas, chefes puritanos ou empresas que colocam seus valores acima do lucro. Nesta reportagem, o coach Ricardo Melo fala sobre dez verdades acerca do mundo corporativo que ninguém quer falar.Após descortinar esses mitos, faça o possível para não ser ingênuo e cair em armadilhas. Pode ser difícil ter de olhar os fatos sob diversos prismas, mas o exercício é necessário. Enxergue o mundo corporativo como um jogo: quem não se interessar pelas estratégias alheias perde!Saiba que não é o caso de ficar paranóico e descrente. O mercado ainda resguarda bons lugares para trabalhar, com líderes preparados. Além disso, é no trabalho que muitas pessoas conhecem grandes amigos, por isso não tenha medo de confiar em quem julgar que pode confiar. Apenas, com as dicas desta reportagem, fique mais atento.As dez verdadesConfira as dez verdades descritas por Melo:
O mercado quer gente inovadora: Você acabou de ser contratado e está cheio de idéias para melhorar os processos na empresa. Cuidado! Embora o mercado valorize muito a inovação no discurso, na prática, não raro, se observa exatamente o contrário: muitas pessoas nesta empresa podem ser conservadoras, o que significa que não querem arriscar e mudar. "Dependendo da cultura da empresa, se você chega com muitas idéias, acaba assustando! Há chefes que são abertos, mas desde que suas idéias não choquem com as dele", diz o coach. Além disso, seja cauteloso ao fazer uma sugestão: sem querer, você pode acabar expondo a incompetência de um colega ou chefe!
Com talento e competência se consegue tudo: Competência é fundamental, a não ser que você seja filho do dono da empresa. O problema é que ser competente e talentoso não garante seu sucesso. "É preciso saber aparecer, saber fazer marketing pessoal. Não adianta ter um tesouro que ninguém sabe que existe, porque está escondido no fundo do mar", afirma Melo. E o pior é que, segundo ele, há muitos chefes que escondem os talentos sob sua sombra, porque temem que alguém melhor ocupe seu lugar. Mas esse tipo de chefe acaba dando um tiro no pé, porque as melhores pessoas de sua equipe acabam indo embora.
Chefes sempre querem o bem de seus subordinados: Não é bem assim. Existem ótimos líderes por aí, mas também existem pessoas despreparadas em cargos altos. "Via de regra, antes de pensar nos outros, os chefes pensam em si. Alguns não pensam nem mesmo na empresa, somente querem saber de salvar a própria pele", diz Melo. Moral da história: tenha cuidado para não se iludir e acabar frustrado!
Sempre recebe aumento quem merece: Para Melo, esse é o mito dos mitos. Não é assim. Muitas vezes, você se esforça ao máximo, dá seu melhor e, no fim, outra pessoa acaba levando os méritos. Acontece. Outras vezes, seu chefe simplesmente não tem muita afinidade com você e acaba não se esforçando para que você receba o merecido aumento. São muitas as variáveis envolvidas.
Quem é promovido precisa provar que merece o posto: Há quem seja promovido e, na ânsia de provar que merece o posto, acabe se transformando. O problema é que uma hora a máscara cai. "Se você é competente, não precisa provar que mereceu a promoção. Apenas dê continuidade ao bom trabalho. O profissional que finge ser quem não é mostra insegurança".
A avaliação de desempenho está sempre certa: Nem sempre. Depende do contexto no qual ela foi realizada e da percepção que as pessoas têm de você, que pode ser equivocada. "O feedback pode ser útil, mas ele deve ser interpretado", garante o coach.
É bom ter amigos na empresa: A frase está correta, desde que você não misture as coisas e acabe colocando seu emprego em risco. Por exemplo: um amigo seu foi promovido. Será que você não se achará no direito de faltar no trabalho, já que seu novo chefe é seu amigo e entenderá? "Amizade é bom ter em qualquer lugar, é uma das melhores coisas da vida. Mas não confunda o pessoal com o profissional!".
O RH é o melhor amigo dos funcionários: Há profissionais que, quando têm qualquer problema, correm para o departamento de Recursos Humanos, como se nele houvesse um confessionário. Mas será que se pode confiar cegamente no RH? "Existem pessoas sérias no ramo de Recursos Humanos, humanizadas, que de fato estão lá para ajudar os funcionários e lutar por eles. A questão é que também existem pessoas que se utilizam de sua posição para detectar falhas da empresa e dos funcionários. Como resultado, em um programa de demissão, alguém pode acabar sendo dispensado sem entender o motivo. Por isso eu digo: se está com um problema com a empresa, tente conversar com amigos, consultores, coaches", diz Melo.
Férias de 30 dias é tudo de bom: Cuidado! Dependendo da empresa e da situação pela qual ela passa, você pode ter uma surpresa ao voltar para o trabalho. Outra pessoa poderá estar ocupando seu posto. "No mundo atual, 30 dias acabam sendo muito tempo, a não ser que tenha absoluta segurança no emprego. Mas dizer que não existe perigo nenhum quando alguém tira férias de 30 dias é relativo".
É ruim errar: Algumas empresas cultivam essa cultura do medo; quando alguém erra, é rapidamente julgado e, muitas vezes, punido. Mas a verdade é que a questão não é o erro em si, mas a relação que se cria com o erro. O velho ditado "todo mundo erra" é verdadeiro. No fim das contas, garante Melo, errar acaba sendo bom, pois o profissional tem a oportunidade de aprender com uma situação difícil. "Ninguém deve buscar o erro. Mas o fato é que Napoleão Bonaparte perdeu a guerra porque nunca havia perdido uma batalha", finaliza Ricardo Melo.
Por: Karin Sato07/11/08 - 08h53InfoMoney
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Prepare-se para ser demitido hoje - e você não será

Prepare-se para ser demitido hoje - e você não será
A demissão pode ser uma preocupação constante de quem trabalha sob regimes jurídicos tradicionais (usualmente, empregado pela CLT), mas para todos os efeitos práticos (embora aí sob outras denominações e categorias jurídicas), aflige qualquer relação não-estável de trabalho, incluindo contratados sob regime de pessoa jurídica e até mesmo os servidores públicos comissionados. Mesmo os empreendedores estão sujeitos a ter subitamente negada a continuidade do seu negócio.
A frase que dá título a este artigo é do Max Gehringer, e embora ela seja um pouco exagerada em sua promessa, encerra em si muito valor, já que preparar-se direito para ser demitido aumenta a sua empregabilidade, e assim aumenta a chance de o seu empregador atual permanecer interessado em você.
Você busca se preparar para estar demitido? Devia, pois tudo pode mudar de repente, e a forma como você vai prosseguir não dependerá de mais ninguém. Mesmo o funcionário mais exemplar da empresa pode se deparar com situações em que uma falência, fusão, aquisição ou fechamento de filial levem ao desaparecimento do seu emprego atual.
E o alvo aqui não é estar apto a não depender em nada do seu emprego atual. Estamos falando de medidas relativas, que reduzam o choque após uma eventual demissão, e facilitem a busca de uma nova colocação.
Eu tenho em minha mesa de trabalho um pequeno quadro, com moldura e vidro, que traz a imagem de algumas engrenagens e a frase: “Só porque você é necessário, não significa que você é importante”, e isso me ajuda a lidar com a ilusão de que algum profissional possa ser insubstituível.
Por isso, convido: veja abaixo as dicas do Efetividade.net para que você possa dormir mais tranqüilo, com menos preocupação com uma possível demissão.
Demissão: como estar preparado
Seguindo os passos abaixo, você aumenta sua empregabilidade e a também a tranqüilidade pessoal e familiar. Mas o mais interessante é que você também pode aumentar o seu rendimento e capacidade de assumir riscos no trabalho, resistir a conflitos éticos e ao assédio moral, e desenvolver várias outras características que podem ajudar seu atual empregador a manter-se interessado em você.
Tudo isso demanda tempo, esforço e economia, mas são investimentos em você mesmo, e na sua família. E o que é melhor: são inalienáveis, pois ninguém pode tirar de você o seu desenvolvimento pessoal, uma vez alcançado. Dificilmente alguém consegue fazer tudo, a não ser que seja um super-homem ou não faça mais nada na vida (o que também não é desejável), mas você pode escolher e priorizar de acordo com suas aptidões e disponibilidades.
Vamos aos passos, começando pelo essencial:
Tenha uma reserva financeira: Para este tipo de situação, investimentos de baixa liquidez (como terrenos, por exemplo) não ajudam muito. O ideal é ter condições de ter imediatamente disponíveis, ou facilmente conversíveis, recursos em dinheiro equivalentes a 3 meses do seu salário líquido, para ter segurança de que as contas continuarão sendo pagas normalmente no primeiro mês, e que um eventual aperto de cintos posterior possa ser feita com razoável grau de controle. Se você tem investimentos sem liquidez, pense em futuramente converter uma parte deles para uma alternativa como a descrita acima, mesmo que renda bem menos. Se você não tem nenhuma poupança, essa pode ser uma razão a mais para começar o fundo de reserva.
Mantenha atualizado seu currículo: E não é pelo motivo que você pensou: sair distribuindo currículos imediatamente no dia seguinte ao da demissão nem é algo que você deveria fazer. A razão de manter atualizado o seu currículo é que assim você fica sempre sabendo quais são seus diferenciais e o quanto você é um profissional atualizado. Tenho visto recentemente vários casos de profissionais que subitamente precisaram procurar emprego, e só aí percebiam que não faziam nenhum curso há 12 anos, não eram especializados em nada, não tinham experiências profissionais dignas de menção. Começar a manter atualizado o currículo pode evitar esta surpresa na hora errada, pois estimula a encontrar o que mencionar.
É fácil melhorar o visual do currículo, também.
Enriqueça permanentemente o seu currículo: continuando a dica acima, você precisa ter o que dizer no seu currículo. No trabalho, procure se envolver em projetos e atividades que mereçam ser mencionados. Na sua comunidade, participe do centro comunitário, de alguma ONG ou de iniciativas que possam tirar proveito das suas aptidões, e nas quais você possa desempenhar algum papel que faça a diferença (como bônus, assim você também pode aumentar seu networking). Academicamente, faça cursos de extensão, aprenda algo que o mercado valoriza (como um idioma, informática, estatística, técnicas de vendas, resolução de conflitos, matemática financeira, ou o que for) ou dê um jeito de obter uma graduação ou pós-graduação - hoje dá para fazer isso até via Internet. Em paralelo, participe ativamente de grupos ou comunidades relacionados à sua profissão, busque contribuir com revistas ou sites da área, faça seu nome aparecer. Em suma: use os mesmos truques que quem está iniciando na carreira pode usar para dar brilho ao currículo.
Fortaleça vínculos e expanda seu círculo de contatos: o chamado networking funciona bem, mas só para quem se dedica a ele também quando não está precisando. Manter contato é fácil e pode ser até bastante espontâneo, envolvendo lembrar do aniversário dos amigos e mandar mensagens pessoais (nada de cartões enlatados do Orkut!), um telefonema ocasional, um e-mail a cada 3 ou 4 meses, e uma agenda de contatos bem organizada. Fazer cursos e participar ativamente da sua comunidade local e profissional são maneiras de expandir seu círculo de contatos, mas não pense que simplesmente obter uma lista com os telefones e e-mails de todos eles ao final da reunião já conta a seu favor - isso seria o equivalente a voltar do supermercado com um envelope de sementes, que só servirão para alguma coisa se você cultivá-las. Assim, você não vai se ver na situação chata de se ver sem ter a quem recorrer para obter indicações e dicas na hora em que precisar procurar trabalho, e nem vai fazer aquelas ligações que ninguém gosta de receber, de pessoas que não nos procuram há 20 anos, e só surgem quando têm um problema.
Acompanhe ativamente o seu mercado de trabalho: acompanhar passivamente, lendo as notícias e mantendo-se informado, é positivo, mas não é suficiente. O ideal é acompanhar ativamente, buscando fortalecer contatos com pessoas da mesma profissão que atuem em outras empresas (do mesmo ramo ou não), parceiros, fornecedores, consultores. Se possível, seja voluntário de alguma organização de ensino ou aprendizado da sua profissão, escreva artigos para as publicações da área ou da imprensa local, vá às reuniões do seu conselho ou associação profissional. Um sábio conselho, que ouvi há tempo e acredito, é que a melhor forma de obter um bom emprego é ter amigos bem empregados.
Envolva-se em atividades comunitárias na sua empresa: Se sua empresa tiver CIPA (comissão interna de prevenção de acidentes), brigada voluntária de incêndio, clube do livro ou outras atividades não-remuneradas e voluntárias, procure participar, e se possível integrar a diretoria - especialmente se não houver fricção política contra a administração da empresa. Se você fizer bem-feito e com foco na sua carreira, isso faz o seu nome aparecer localmente, abre caminhos e oportunidades, e ainda pode ser um item a mais no seu currículo.
Tenha uma fonte de renda adicional na família: Existem muitas possibilidades: aluguel de um imóvel, prestação de serviços, o salário de outro familiar, revenda de produtos, dividendos e tantos outros. Nenhum é fácil de obter, mas são fatores importantes de segurança profissional, e podem ser o pára-quedas necessário na hora do aperto. Na hora de escolher seus investimentos, considere este fator quando for definir seu mix.
Produza, mas também fique atento às suas atitudes no trabalho: na hora fatídica em que seu superior for chamado a reduzir em 25% a sua força de trabalho, ele não vai considerar apenas a produção de cada um, ou o quanto é importante a tarefa que cada um desempenha. Se ele for bom nisso, ele vai parar para pensar na qualidade da interação do grupo após a saída dos demais, e aí são as atitudes e a forma de se relacionar com os colegas que contam. Não é necessário se destacar como um líder, mas você deve evitar ser apagado ou detestado.
Invista em uma carreira paralela: e, se possível, autônoma. Existem muitos cursos e práticas que você pode buscar para aprender a atuar profissionalmente e de forma independente da empresa que lhe emprega. Mas, faça o que fizer, não permita que a empresa o veja como um potencial concorrente, nem misture os dois mundos - o da sua “carreira solo” e o da empresa -, senão o feitiço pode acabar se voltando contra o feiticeiro, e a sua busca por segurança em uma eventual demissão pode acabar se transformando na causa dela.
Cuidado com o medo: o medo da demissão às vezes leva o profissional a tomar as decisões erradas. Cautela sempre é bom, mas você precisa saber calcular riscos e assumir responsabilidades. Quem lidera precisa fazer muitas escolhas, mas quem atua em equipe também faz as suas. Esquivar-se delas, fugir à responsabilidade e buscar apenas as alternativas isentas de risco torna você um integrante preferencial na lista dos que serão descartados em qualquer corte, pois sua ausência fará pouca diferença ou falta. É melhor correr um pouco mais de riscos, bem calculados, e assim poder ser visto como peça-chave.
A demissão pode ser uma preocupação constante de quem trabalha sob regimes jurídicos tradicionais (usualmente, empregado pela CLT), mas para todos os efeitos práticos (embora aí sob outras denominações e categorias jurídicas), aflige qualquer relação não-estável de trabalho, incluindo contratados sob regime de pessoa jurídica e até mesmo os servidores públicos comissionados. Mesmo os empreendedores estão sujeitos a ter subitamente negada a continuidade do seu negócio.
A frase que dá título a este artigo é do Max Gehringer, e embora ela seja um pouco exagerada em sua promessa, encerra em si muito valor, já que preparar-se direito para ser demitido aumenta a sua empregabilidade, e assim aumenta a chance de o seu empregador atual permanecer interessado em você.
Você busca se preparar para estar demitido? Devia, pois tudo pode mudar de repente, e a forma como você vai prosseguir não dependerá de mais ninguém. Mesmo o funcionário mais exemplar da empresa pode se deparar com situações em que uma falência, fusão, aquisição ou fechamento de filial levem ao desaparecimento do seu emprego atual.
E o alvo aqui não é estar apto a não depender em nada do seu emprego atual. Estamos falando de medidas relativas, que reduzam o choque após uma eventual demissão, e facilitem a busca de uma nova colocação.
Eu tenho em minha mesa de trabalho um pequeno quadro, com moldura e vidro, que traz a imagem de algumas engrenagens e a frase: “Só porque você é necessário, não significa que você é importante”, e isso me ajuda a lidar com a ilusão de que algum profissional possa ser insubstituível.
Por isso, convido: veja abaixo as dicas do Efetividade.net para que você possa dormir mais tranqüilo, com menos preocupação com uma possível demissão.
Demissão: como estar preparado
Seguindo os passos abaixo, você aumenta sua empregabilidade e a também a tranqüilidade pessoal e familiar. Mas o mais interessante é que você também pode aumentar o seu rendimento e capacidade de assumir riscos no trabalho, resistir a conflitos éticos e ao assédio moral, e desenvolver várias outras características que podem ajudar seu atual empregador a manter-se interessado em você.
Tudo isso demanda tempo, esforço e economia, mas são investimentos em você mesmo, e na sua família. E o que é melhor: são inalienáveis, pois ninguém pode tirar de você o seu desenvolvimento pessoal, uma vez alcançado. Dificilmente alguém consegue fazer tudo, a não ser que seja um super-homem ou não faça mais nada na vida (o que também não é desejável), mas você pode escolher e priorizar de acordo com suas aptidões e disponibilidades.
Vamos aos passos, começando pelo essencial:
Tenha uma reserva financeira: Para este tipo de situação, investimentos de baixa liquidez (como terrenos, por exemplo) não ajudam muito. O ideal é ter condições de ter imediatamente disponíveis, ou facilmente conversíveis, recursos em dinheiro equivalentes a 3 meses do seu salário líquido, para ter segurança de que as contas continuarão sendo pagas normalmente no primeiro mês, e que um eventual aperto de cintos posterior possa ser feita com razoável grau de controle. Se você tem investimentos sem liquidez, pense em futuramente converter uma parte deles para uma alternativa como a descrita acima, mesmo que renda bem menos. Se você não tem nenhuma poupança, essa pode ser uma razão a mais para começar o fundo de reserva.
Mantenha atualizado seu currículo: E não é pelo motivo que você pensou: sair distribuindo currículos imediatamente no dia seguinte ao da demissão nem é algo que você deveria fazer. A razão de manter atualizado o seu currículo é que assim você fica sempre sabendo quais são seus diferenciais e o quanto você é um profissional atualizado. Tenho visto recentemente vários casos de profissionais que subitamente precisaram procurar emprego, e só aí percebiam que não faziam nenhum curso há 12 anos, não eram especializados em nada, não tinham experiências profissionais dignas de menção. Começar a manter atualizado o currículo pode evitar esta surpresa na hora errada, pois estimula a encontrar o que mencionar.
É fácil melhorar o visual do currículo, também.
Enriqueça permanentemente o seu currículo: continuando a dica acima, você precisa ter o que dizer no seu currículo. No trabalho, procure se envolver em projetos e atividades que mereçam ser mencionados. Na sua comunidade, participe do centro comunitário, de alguma ONG ou de iniciativas que possam tirar proveito das suas aptidões, e nas quais você possa desempenhar algum papel que faça a diferença (como bônus, assim você também pode aumentar seu networking). Academicamente, faça cursos de extensão, aprenda algo que o mercado valoriza (como um idioma, informática, estatística, técnicas de vendas, resolução de conflitos, matemática financeira, ou o que for) ou dê um jeito de obter uma graduação ou pós-graduação - hoje dá para fazer isso até via Internet. Em paralelo, participe ativamente de grupos ou comunidades relacionados à sua profissão, busque contribuir com revistas ou sites da área, faça seu nome aparecer. Em suma: use os mesmos truques que quem está iniciando na carreira pode usar para dar brilho ao currículo.
Fortaleça vínculos e expanda seu círculo de contatos: o chamado networking funciona bem, mas só para quem se dedica a ele também quando não está precisando. Manter contato é fácil e pode ser até bastante espontâneo, envolvendo lembrar do aniversário dos amigos e mandar mensagens pessoais (nada de cartões enlatados do Orkut!), um telefonema ocasional, um e-mail a cada 3 ou 4 meses, e uma agenda de contatos bem organizada. Fazer cursos e participar ativamente da sua comunidade local e profissional são maneiras de expandir seu círculo de contatos, mas não pense que simplesmente obter uma lista com os telefones e e-mails de todos eles ao final da reunião já conta a seu favor - isso seria o equivalente a voltar do supermercado com um envelope de sementes, que só servirão para alguma coisa se você cultivá-las. Assim, você não vai se ver na situação chata de se ver sem ter a quem recorrer para obter indicações e dicas na hora em que precisar procurar trabalho, e nem vai fazer aquelas ligações que ninguém gosta de receber, de pessoas que não nos procuram há 20 anos, e só surgem quando têm um problema.
Acompanhe ativamente o seu mercado de trabalho: acompanhar passivamente, lendo as notícias e mantendo-se informado, é positivo, mas não é suficiente. O ideal é acompanhar ativamente, buscando fortalecer contatos com pessoas da mesma profissão que atuem em outras empresas (do mesmo ramo ou não), parceiros, fornecedores, consultores. Se possível, seja voluntário de alguma organização de ensino ou aprendizado da sua profissão, escreva artigos para as publicações da área ou da imprensa local, vá às reuniões do seu conselho ou associação profissional. Um sábio conselho, que ouvi há tempo e acredito, é que a melhor forma de obter um bom emprego é ter amigos bem empregados.
Envolva-se em atividades comunitárias na sua empresa: Se sua empresa tiver CIPA (comissão interna de prevenção de acidentes), brigada voluntária de incêndio, clube do livro ou outras atividades não-remuneradas e voluntárias, procure participar, e se possível integrar a diretoria - especialmente se não houver fricção política contra a administração da empresa. Se você fizer bem-feito e com foco na sua carreira, isso faz o seu nome aparecer localmente, abre caminhos e oportunidades, e ainda pode ser um item a mais no seu currículo.
Tenha uma fonte de renda adicional na família: Existem muitas possibilidades: aluguel de um imóvel, prestação de serviços, o salário de outro familiar, revenda de produtos, dividendos e tantos outros. Nenhum é fácil de obter, mas são fatores importantes de segurança profissional, e podem ser o pára-quedas necessário na hora do aperto. Na hora de escolher seus investimentos, considere este fator quando for definir seu mix.
Produza, mas também fique atento às suas atitudes no trabalho: na hora fatídica em que seu superior for chamado a reduzir em 25% a sua força de trabalho, ele não vai considerar apenas a produção de cada um, ou o quanto é importante a tarefa que cada um desempenha. Se ele for bom nisso, ele vai parar para pensar na qualidade da interação do grupo após a saída dos demais, e aí são as atitudes e a forma de se relacionar com os colegas que contam. Não é necessário se destacar como um líder, mas você deve evitar ser apagado ou detestado.
Invista em uma carreira paralela: e, se possível, autônoma. Existem muitos cursos e práticas que você pode buscar para aprender a atuar profissionalmente e de forma independente da empresa que lhe emprega. Mas, faça o que fizer, não permita que a empresa o veja como um potencial concorrente, nem misture os dois mundos - o da sua “carreira solo” e o da empresa -, senão o feitiço pode acabar se voltando contra o feiticeiro, e a sua busca por segurança em uma eventual demissão pode acabar se transformando na causa dela.
Cuidado com o medo: o medo da demissão às vezes leva o profissional a tomar as decisões erradas. Cautela sempre é bom, mas você precisa saber calcular riscos e assumir responsabilidades. Quem lidera precisa fazer muitas escolhas, mas quem atua em equipe também faz as suas. Esquivar-se delas, fugir à responsabilidade e buscar apenas as alternativas isentas de risco torna você um integrante preferencial na lista dos que serão descartados em qualquer corte, pois sua ausência fará pouca diferença ou falta. É melhor correr um pouco mais de riscos, bem calculados, e assim poder ser visto como peça-chave.
domingo, 19 de outubro de 2008
ESTRATÉGIA

ESTRATÉGIA
Certo dia ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado para ele. Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:
Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano.
Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorava as flores, esta é a época do plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
Com amor, Seu pai.
Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:
'PELO AMOR DE DEUS, pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos'
Como as correspondências eram monitoradas na prisão... Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e Policiais apareceram, e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi à resposta:
'Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento'.
Estratégia é tudo!!!
Nada como uma boa estratégia para conseguir coisas que parecem impossíveis.
Assim, é importante repensar sobre as pequenas coisas, que muitas vezes nós mesmos colocamos como obstáculos em nossas vidas.
'Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional'
sábado, 18 de outubro de 2008
Negociação

Negociação
Negociação é um processo dinâmico. As partes envolvidas trocam informações que vão - a cada passo – dando um novo rumo ao debate. Numa negociação, nada se perde; tudo se transforma! Cada fala, cada argumento, cada vivência, cada proposta ou contraproposta, tem as suas repercussões no resultado final.
Há uma dinâmica das informações que recontextualiza a situação, momento a momento. Cada informação que se recebe – ou que se passa – cria uma nova circunstância e, gera uma necessidade de ajuste a essa nova “realidade”.
A dinâmica das informações, uma vez estabelecida, transforma opiniões, gera sensações, modifica situações. Os negociadores, pelas circunstâncias que estão vivenciando, fazem “escolhas” considerando “o que querem ganhar” ou, o que é “menos doloroso perder”. Por isso, pode-se afirmar que o “espírito do negócio” se constrói a partir das escolhas que são feitas!
Ninguém entra em uma negociação sem considerar riscos e oportunidades, ganhos e perdas. Cada um dos participantes quer influir nas decisões do outro e, evitar ser conduzido de uma forma que não deseja. Para se chegar a um bom termo é necessário ter habilidade para lidar com as informações e a relação de poder entre as partes.
O poder de barganha é decorrente de uma boa preparação. É necessário descobrir as informações que contribuem e as que dificultam o processo como um todo, quais dessas informações são relevantes, em que contexto elas serão utilizadas e, como podem interferir no resultado final. Essa preparação inclui o conhecimento dos antecedentes do relacionamento, as necessidades/expectativas das partes e a compreensão clara de seus objetivos.
Durante a reunião, é importante verificar como são utilizadas as informações disponíveis. Como as partes fazem uso delas no jogo de poder que estabelecem entre si. Por isso, para conduzir com sucesso uma negociação, é importante perceber como a outra parte se move. Como ela se fortalece usando as informações ou, como perde espaço e poder de influenciar as decisões conjuntas.
Resultados positivos nas negociações decorrem do entendimento entre as partes e da habilidade que elas têm para lidar com essa dinâmica das informações. Quando ambos os negociadores sabem utilizar adequadamente as informações disponíveis e têm consciência da importância de encontrar soluções de ganhos mútuos, fica muito mais fácil chegar a um acordo positivo.
Lupércio Hilsdorf, palestrante em Vendas, Marketing e Negociação. Especializado em Marketing pela Pace University de Nova Iorque. Foi professor da ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing e da ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil. Atua para as mais significativas empresas do país.
* por Lupércio Hilsdorf
10 Dicas para o seu Marketing Pessoal

10 Dicas para o seu Marketing Pessoal
Todo e qualquer profissional para ter sucesso precisa que o seu valor seja efetivamente percebido por seus clientes e pelo mercado em geral. Para que isso ocorra precisamos ir além das competências que compõe o nosso perfil profissional e utilizarmos técnicas de comunicação e marketing. O marketing pessoal não é um culto ao ego ou à vaidade pessoal, é uma necessidade profissional. Excelentes profissionais têm seu reconhecimento e sua demanda subestimados pelo mercado por deixarem de lado o seu marketing pessoal. Não devemos confundir humildade com anonimato. É perfeitamente possível ser reconhecido por seus valores humanos e profissionais sem com isso perder a humildade. Todos nós temos uma contribuição humana e profissional para oferecer ao mundo. Quanto maior o número de pessoas para as quais possamos oferecer nossas contribuições, melhor. Veja abaixo 10 dicas importantes sobre Marketing Pessoal:
Lembre-se que seu marketing pessoal tem o poder de transformar seu talento em oportunidades. Um Gênio sem marketing pessoal é um gênio desconhecido.
Se você está começando uma carreira ou uma nova etapa, demonstre toda a sua disposição para aprender com todas as pessoas e situações. Deixe sempre bem claro o quanto é importante para você aprender com as pessoas e com a empresa.
Descubra o ponto mais marcante da sua personalidade, sua maneira de se comunicar, sua alegria, seu bom senso, etc. Foque a “divulgação” deste seu ponto marcante, ele será pra você o que uma marca é para uma empresa. Com o tempo, a sua “marca pessoal” ficará conhecida e desejada por este e por outros atributos que o tempo vai mostrar.
“Dress to impress” esta expressão do mercado corporativo americano possui o seguinte significado: “vista-se para ser visto”. Sem exageros, sem extravagância, com discrição, mas desenvolvendo um estilo pessoal facilmente reconhecível. Estilo é tudo! Vista-se de maneira a que a sua presença seja agradável aos olhos. Como seres humanos somos muito atraídos pela beleza. Não há nada errado em ser bela desde que você não reduza apenas à beleza as suas potencialidades diante da vida.
Mostre o seu lado “solucionador de problemas”. Sempre que surgir uma dificuldade ou um problema dentro da equipe a que você pertence, pergunte-se: “o que eu posso fazer por isso?”. Sempre que você ajudar a resolver um problema você estará inserindo sua marca pessoal na lembrança das pessoas.
Entregue sempre um resultado superior ao esperado. Dedique-se a superar as expectativas das pessoas. Sempre que algo lhe for solicitado pergunte-se: “Qual é a melhor maneira pela qual eu posso realizar o que me foi pedido?” “Eu posso superar as expectativas com respeito ao meu desempenho e o cumprimento da tarefa?” Realize com qualidade ampliada, procure sempre olhar além da solicitação.
Onde a maioria das pessoas fica parada por falta de recursos, IMPROVISE. Use sua criatividade para, diante de poucos recursos, desenvolver a melhor solução possível frente a um desafio. As pessoas mais bem colocadas no mundo dos negócios ousaram improvisar muitas vezes.
Construa vários networks. Dedique-se a formar diferentes redes de relacionamentos dentro e fora da empresa. Através dos relacionamentos conhecemos e somos conhecidos, reconhecemos e somos reconhecidos e, principalmente, compartilhamos interesses comuns. Identifique quais são as áreas de interesse que aproximam você de outras pessoas: música, literatura, cinema, hobbies, esportes, competência técnica, etc. Aproxime-se das pessoas, construa relacionamentos de longo prazo.
Cultive sua ética e sua honestidade de forma inabalável. A vida testa você! Caminhos não éticos são atalhos que conduzem a abismos! Uma atitude não ética acaba com o seu maior patrimônio – sua integridade. Quando a falta de ética passa a fazer parte da marca pessoal de alguém, esta pessoa somente será usada por outras igualmente não-éticas até o momento em que for conveniente abandoná-la e deixá-la pagar a “conta”. Não ceda!
Vivemos em uma era de muita competitividade e muita pressão, por isso resistência física, mental e emocional são fundamentais. Isto significa: cuide do corpo, da mente e do espírito. Fortaleça-se nos três níveis, assim quando as pessoas estiverem fisicamente esgotadas você ainda terá fôlego extra - ponto para o seu marketing pessoal. Quando elas estiverem cansadas demais pra pensar em soluções você ainda terá criatividade de sobra para dar idéias – mais 1 ponto para o seu marketing pessoal. E, quando as pessoas estiverem com raiva ou depressão, você manterá a paz e a vontade de viver – ponto para a vida, e para o seu marketing pessoal, também.
Carlos Hilsdorf
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